*. Alessandra .*

 

é apenas uma menina, como qualquer outra que mora em Curitiba, ou em qualquer outro lugar do mundo.

 

mundo este que há 19 anos tenta compreender e não consegue...

 

possui dificuldades para aceitar as coisas. será por isso que é chamada de chata, reclamona?

 

apesar das coisas serem como são, é muito feliz, à sua maneira. encara a vida com bom-humor.

 

aqui você pode encontrar entre as palavras frustrações de quem há um tempo acreditava com convicção na carreira de jornalista e agora se dedica às ciências da saúde, mais especificamente a nutrição.

 

 

 

"Eu tô aqui pra quê? Será que é pra aprender? Ou é pra aceitar, me acomodar e obedecer?"

 

 

 

 

 

*.Se quiser  brincar comigo.*

E-mail :: MSN :: Orkut

 

 

 

*.Brincadeiras passadas.*

Outubro - 2004
Novembro - 2004
Dezembro - 2004
Janeiro - 2005

 

 

 

*.Brincam também.*

Under The Basement

Gritos e Sussurros

.Quanto ao futuro.

Eu diria que...

Arroto Verbal

Mulherzinha

Cavaleiras

Canidae

Jimmy

Luís

Léo

Pri

 

 

 

 

7.10.04

 

 

Não sei quantos blogs eu já tive. Acho que uns três. Este deve ser o quarto.
A diferença - penso eu - é que os primeiros eu fazia a fim de que as pessoas os lessem, comentassem, ou seja, puro preenchimento de ego. Agora não.
Pura necessidade de escrever para mim mesma. Que ninguém leia. Mas que eu escreva.

Sim, fiquei sugestionada porque meu amigo querido me pediu para que eu fizesse um novo blog para ele.

Outro fator é que, para ser sincera, ainda sinto, lá no fundinho, um certo remorso por ter deixado de lado a idéia de ser jornalista. (Digo de lado porque o amanhã não se sabe).
Sabe, aquela vontade de escrever? De expressar o seu eu, de registrar em algum local suas idéias, seus ideais? Ok, não é preciso ser jornalista para fazer isso, apenas quis mencionar meu remorso...

Por fim, ultimamente tenho vivido um momento mais filosófico da minha vida.
(Nota: Se porventura meu amigo de devaneios, filosofias e rebeldias estiver lendo isto, ele sabe que é um dos responsáveis por eu ter colocado meus neurônios para filosofar outra vez. Obrigada por me instigar!).

Então, cá estou eu. Exorcizando meus pensamentos para mim mesma.

Este é só o começo. Pode ser que eu largue este blog esquecido, assim que postar o que acabo de escrever.
Ou não.
.
.
.

Ah, mais uma coisa.
Um certo amigo me apresentou um poema do Oswaldo Montenegro esses dias.
Achei muito legal!

É grande, mas vale a pena ler:


Metade (Oswaldo Montenegro)

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
pois metade de mim é o que eu grito
a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.

Quer as palavras que falo
não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
pois metade de mim é o que ouço
a outra metade é o que calo.


Que a minha vontade de ir embora
se transforme na calma e paz que mereço
que a tensão que me corrói por
um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
a outra metade um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável

que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso
que me lembro ter dado na infância
pois metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o seu silêncio me fale cada vez mais
pois metade de mim é abrigo
a outra metade é cansaço.

Que a arte me aponte uma resposta
mesmo que ela mesma não saiba
e que ninguém a tente complicar
pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
pois metade de mim é platéia
a outra metade é canção.

Que a minha loucura seja perdoada
pois metade de mim é amor
e a outra metade também.

 

 

postado às 18:21 ...


 

<body>